terça-feira, 23 de agosto de 2011

Menos que zero


Ontem acabei de ler o "Menos que Zero", do Bret Easton Ellis. Não é um livro fácil, não pela forma como é escrito, mas pelo conteúdo. Não é um livro que agrade a todos. Não é um livro que nos deixe indiferentes. Clay é um rapaz de 18 anos, da classe alta, que estuda em New Hampshire e regressa a Los Angeles nas férias de Natal. Clay é o protagonista e o narrador desta história, que nos é apresentada de forma extremamente realista, fria e crua, podendo chocar os mais desprevenidos. A decadência que marca o estilo de vida do grupo de amigos e da própria família de Clay é a base desta obra, que nos mostra que, por detrás de um mundo de aparências e glamour, existe um enorme vazio. Um vazio onde reinam as festas, o álcool, a droga e os one-night stand, os quais poderão ser considerados como os pilares desta obra. Confesso que foi tão difícil trocar o livro pelas noites de sono, como voltar a colocá-lo na estante no final. É um livro que nos deixa a pensar. Um autêntico murro no estômago que nos prende da primeira à última frase. Deixo-vos com as primeiras:

"As pessoas têm medo de se envolverem umas com as outras nas auto-estradas de Los Angeles. É a primeira coisa que ouço dizer quando volto à cidade. Blair vai esperar-me ao aeroporto e, enquanto o carro sobe a rampa, resmunga entre dentes: «As pessoas têm medo de se envolverem umas com as outras nas estradas de Los Angeles.»"

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